Espírito Santo é destaque no enfrentamento à Sífilis Congênita

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No Espírito Santo, a sífilis congênita, transmitida pela mãe à criança durante a gestação, é considerada um problema de saúde pública. Devido a este cenário, a Secretaria da Saúde, desde 2024, trabalha para a redução dos casos com a intensificação de ações de saúde com a retomada do “Plano Estadual de Enfrentamento da Sífilis Congênita no Espírito Santo”.

O Plano visa reorientar as intervenções sanitárias feitas no Estado e municípios em resposta ao aumento do número de casos de Sífilis Congênita nos últimos anos, a fim de reduzir a incidência de crianças que nascem com a doença e alcançar o índice estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com as ações em curso, o Estado vem apresentando, embora ainda pequena, uma redução importante na taxa de incidência de Sífilis Congênita. A taxa de incidência de sífilis congênita, que vinha apresentando aumento nos anos anteriores, mostrou uma discreta redução em 2024, quando comparada ao ano de 2023. Em 2024 ela alcançou 14,2 casos por 1.000 nascidos vivos e em 2023 foi 15,6 casos por 1.000 nascidos vivos.

“A redução observada na taxa de incidência da doença foi atribuída ao fortalecimento e à intensificação das estratégias de prevenção e controle implementadas no Estado”, pontuou a médica referência técnica da Sífilis, Luísa Milleri Altoé.

Dia de conscientização

O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita acontece neste sábado (18) e por objetivo conscientizar a população sobre os riscos destas doenças. A Sífilis adquirida, considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, e a Sífilis Congênita têm na prevenção e no diagnóstico oportuno estratégias essenciais para o seu combate e na redução de casos. Neste dia, a Secretaria da Saúde (Sesa) alerta para os principais cuidados que a população deve ter, assim como a importância da adesão ao tratamento, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

A data de enfrentamento a essas doenças é lembrada sempre no terceiro sábado de outubro. Além da conscientização, o dia traz também a importância da prevenção por meio do uso de preservativos, uma vez que a Sífilis adquirida é transmitida pelo ato de relação sexual sem o uso de preservativos com parceiro (a) infectado (a), assim como o diagnóstico e tratamento, além de combater também a transmissão vertical da mãe para o bebê, na conhecida a Sífilis Congênita, que ocorre quando a mãe está infectada e não faz o tratamento corretamente e passa para o bebê.

“O uso de preservativos em todas as relações sexuais é fundamental e importante para se prevenir contra a Sífilis e outras ISTs. Nas gestantes é realizado, como rastreio, o teste rápido, na primeira consulta de pré-natal e nos trimestres subsequentes, além de na maternidade, no momento do parto”, explicou a médica.

Até a primeira semana de outubro deste ano, o Espírito Santo havia confirmado 6.920 casos de sífilis adquirida. Em 2024, durante todo o ano, foram 7.566 casos confirmados. Em relação à Sífilis em gestantes, foram 2.437 casos confirmados neste ano e 2.883 em 2024. Já em relação à Sífilis Congênita, foram 542 casos até o início de outubro e 710 durante todo o ano de 2024. Os dados são do sistema e-SUS Vigilância em Saúde (VS).

Segundo pontuou Luísa Milleri Altoé, a população deve ficar atenta à Sífilis, uma vez que é considerada “traiçoeira”, já que pode inicialmente apresentar sintomas leves, acarretando no adiamento da procura pelo serviço, do diagnóstico e do tratamento. Além disso, devido a esta característica, a transmissão para o parceiro ou a parceira pode ser facilitada.

Ela alertou ainda que a falta de tratamento pode levar a consequências graves, incluindo danos permanentes aos sistemas neurológicos, cardiovasculares e ósseos. Na gestação, torna-se mais preocupante, pois quando não tratada pode levar a Sífilis Congênita, que traz sérias consequências como aborto, parto prematuro e morte fetal, por exemplo.

A profissional atentou que tanto o diagnóstico, quanto o tratamento, são ofertados pelo SUS, e orientou que na suspeição de sintomas ou em caso de relação sexual sem preservativo, o paciente deve procurar uma unidade de saúde mais próxima da residência. “Embora o Estado esteja empenhado em reverter esse quadro com políticas públicas, a ação da população é crucial. É preciso usar preservativos em todas as relações sexuais, buscar testagem regular, garantir o tratamento imediato em caso de infecção e envolver a parceria sexual para que o tratamento seja realizado por ambos”, destacou Altoé.

Testagem e tratamento contra a Sífilis é gratuito

A testagem para a detecção da Sífilis e o tratamento contra a sífilis, assim como para HIV e as hepatites B e C, são ofertados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O teste para a Sífilis pode ser feito em Unidade Básica de Saúde (UBS) da rede pública ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Prático e rápido, ele é realizado por profissionais de saúde, que tiram apenas uma gota de sangue da ponta do dedo do paciente para análise do material. O resultado é disponibilizado em até 30 minutos.

O tratamento, ofertado pela rede pública, é feito com o antibiótico Penicilina Benzatina, um medicamento seguro. Atualmente pode ser feito também com anestésico. Para que a infecção seja totalmente eliminada, o paciente não pode abandonar o tratamento antes do fim. Além disso, é importante que guarde os comprovantes da consulta para consultas futuras.

Já as gestantes e suas parcerias sexuais devem realizar o teste de sífilis, de HIV e da hepatite B e C durante o pré-natal. A Sífilis pode ser transmitida da gestante para o bebê e, por isso, é importante a realização dos testes para que possam ser feitos os procedimentos de prevenção da transmissão vertical, isto é, casos de sífilis congênita.

Em casos de Sífilis Congênita, o diagnóstico deve avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames radiológicos e laboratoriais. O tratamento é realizado com Penicilina Cristalina ou Procaína, durante dez dias. Mesmo após o nascimento, a criança deve permanecer internada para fazer a medicação.

 

 

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