Setor brasileiro de rochas conquista isenção parcial em tarifa dos EUA, diz Associação
Por
Claudio Caterinque
Repórter
O setor brasileiro de rochas conquistou uma importante vitória em relação à sobretaxa dos Estados Unidos da América (EUA) aos produtos importados do Brasil. De acordo com comunicado feito no início da noite de ontem pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), a nomenclatura de um dos principais produtos exportados pelo setor, pedra monumental ou para construção, trabalhada, n.e., foi incluída na lista de isenções da tarifa.
“Apesar da gravidade da medida, a Centrorochas recebeu com alívio a confirmação”, reforça, explicando que o item consta como HTSUS 6802.99.00, segundo a Harmonized Tariff Schedule of the United States (Tabela Tarifária Harmonizada dos Estados Unidos). “A informação foi confirmada a partir de análises técnicas, com base na redação final do decreto e nas listas oficiais publicadas pelo governo norte-americano” – frisa.
Assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ontem, o decreto estabelece uma tarifa adicional de 40% sobre as exportações brasileiras, somando-se aos 10% já vigentes e elevando a alíquota total para 50%.
A Centrorochas reforça que a isenção representa uma vitória parcial para o setor de rochas naturais, cuja principal pauta de exportação para os Estados Unidos se enquadra nesta nomenclatura. “O segmento tem nos EUA seu principal mercado, representando mais de 56% de todas as exportações brasileiras de rochas. Apenas em julho, antes da confirmação da isenção, a estimativa era de que mais de 1.200 contêineres deixariam de ser embarcados, gerando prejuízos superiores a 40 milhões de dólares” – destaca.
Agenda oficial em Washington
De acordo com a Centrorochas, como parte das ações de mobilização internacional, representantes do setor, incluindo do Espírito Santo, participam de uma agenda oficial na Embaixada do Brasil em Washington, nos EUA, amanhã.
“A iniciativa é liderada pela Centrorochas, com parceria estratégica do Natural Stone Institute (NSI), e contará com a entrega simbólica de uma carta conjunta à National Association of Home Builders (NAHB), reforçando os impactos que a tarifa teria sobre o setor brasileiro e a cadeia da construção nos Estados Unidos” – aponta a Associação.
Para o vice-presidente da Centrorochas, Fábio Cruz, “o anúncio da isenção da nossa principal NCM traz um importante alívio ao setor, mas seguimos vigilantes. Nossa agenda em Washington está mantida para reforçar institucionalmente o pleito da inclusão de todas as rochas naturais e garantir segurança jurídica e previsibilidade às nossas operações internacionais”.
Segundo ele, a ação em Washington representa um desdobramento direto das articulações iniciadas pela Centrorochas desde o anúncio da tarifa, no dia 9 de julho, e segue alinhada com o Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcário do Espírito Santo (Sindirochas) e lideranças empresariais. “A carta à NAHB também solicita inclusão de todas as rochas naturais na lista de produtos com isenções, uma vez que os Estados Unidos não detêm este tipo de matéria-prima, insumo para a indústria local” – detalha.
Presidente da Centrorochas, Tales Machado afirma que “o setor está unido, agindo com responsabilidade, diálogo e estratégia”. E que “a confirmação da isenção da NCM 6802.99.00 é um importante avanço, mas precisamos assegurar que toda a cadeia compreenda os termos da medida e se prepare para os próximos passos”. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Centrorochas).
Foto do destaque: Anpo/Divulgação
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