“Surpreendido pela verdade”
PADRE ERNESTO ASCIONE*
Como um vendaval cósmico transformou o “caos” em “cosmos”, no início dos tempos, assim, o Espírito Santo está soprando, hoje, sobre a Igreja, como um furacão, para tudo elevar e santificar: “Os que aceitaram a Palavra receberam o batismo: naquele dia, foram acrescentadas à Igreja três mil pessoas”. Os Doze, revestidos do Espírito Santo, levaram até aos confins mais distantes da Terra a Boa Nova da salvação: “Perseveravam no ensino dos Apóstolos –narram os Atos– na comunhão fraterna, na Eucaristia e nas orações. Entre eles, ninguém passava necessidades”.
A “comunidade de Jerusalém” exerceu, desde o início, um fascínio particular sobre toda a Igreja ao longo dos tempos, impondo-se como modelo de vivência cristã e vida comunitária, inspirando projetos de “missão”, “comunhão de bens” e “diaconia”. “Olha como eles se amam!” – exclamavam os pagãos, ao verem a fraternidade dos primeiros cristãos. Pois uma nova civilização, mais humana e solidária, estava brotando na história humana.
No ano 34, acontece um fato extraordinário: no caminho de Damasco, Saulo, líder judeu e fanático perseguidor da Igreja nascente, se converte ao cristianismo. Assume o nome de Paulo: funda a teologia cristã e se torna Apóstolo dos Gentios. Conversões surpreendentes se seguiram: São Justino, mártir (103-168), de pagão a cristão: primeiro filósofo e apologeta cristão. Escreve no “Diálogo com Trifão”: “Os cristãos possuem um sábio autodomínio; exercem uma alegre castidade; observam um único matrimônio; excluem toda maldade em suas vidas e extirpam o pecado pela raiz”.
Agostinho de Hipona (354-430) –o maior representante da cultura ocidental– levado, pela sede da Verdade, abraçou o maniqueísmo. As palavras de Paulo aos Romanos: “Não se deixem dominar pela carne, nem pelas suas concupiscências”, mudaram radicalmente a sua vida; aos prantos, pediu a Santo Ambrósio, bispo de Milão, o batismo, que recebeu na noite do Sábado Santo, no ano 387. Escreveu na sua obra autobiográfica “Confissões”: “Tarde Te amei, Beleza tão antiga, mas tão nova. Tarde Te amei! Tu estavas comigo e eu, longe de Ti. Tu me chamaste, gritaste forte, e venceste a minha surdez!”.
John Henry Newman (1845) e Chesterton (1938) do anglicanismo passaram para o catolicismo; Paul Claudel (1886), escritor, e André Frossard (1969), jornalista, franceses, do ateísmo e Edith Stein (1922), filósofa alemã, do judaísmo. Hoje, inteiros povos estão pedindo para fazer parte da Igreja Católica, como os Estados Unidos e a Inglaterra. Na África, na Ásia, na Oceania e na própria Europa, multidões pedem o batismo. Significativa a conversão de um renomado pastor presbiteriano dos Estados Unidos, Scott Rahm, e, com ele, prestigiosos líderes de comunidades “evangélicas”.
No Brasil, Eduardo Faria, pastor presbiteriano, ao estudar a Patrística, foi “surpreendido pela Verdade”. Descobriu na Igreja Católica, os sinais inconfundíveis de ser a verdadeira Igreja de Cristo: firmeza doutrinal, presença real-corporal de Cristo na Eucaristia, veneração à Mãe do Messias, sucessão apostólica, que liga, direto, a Igreja aos Apóstolos, o bispo de Roma, ao Apóstolo Pedro, a quem Cristo entregou “as chaves” de Seu palácio, e uma Igreja perseguida.
(*Padre Ernesto Ascione é missionário comboniano.)
Foto do destaque: TC Digital/Divulgação
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